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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Tribunal diz que Apple não violou patentes da Samsung

A Justiça da Coreia do Sul concluiu que as patentes, relacionadas a serviços de mensagens, poderiam ser facilmente desenvolvidas por outras companhias

Dado Ruvic/Reuters 
Um tribunal da Coreia do Sul comunicou nesta quinta-feira que não procede a acusação da Samsung de que a Apple violou três de suas patentes, relacionadas a serviços de mensagens curtas.

Um juiz do tribunal do distrito central de Seul afirmou que duas das patentes poderiam ser facilmente desenvolvidas por outras companhias, enquanto a terceira não foi utilizada no iPad.

Em março de 2012, a Samsung entrou com um processo contra a Apple, acusando a companhia de utilizar ilegalmente três tecnologias patenteadas pela companhia sul-coreana. A Samsung pediu uma compensação financeira e a proibição da venda de seis modelos de iPhone e de iPad.

Em outro processo sobre violação de patentes, a Samsung saiu derrotada e terá que desembolsar US$ 930 milhões. A companhia sul-coreana está recorrendo nos casos. Fonte: Associated Press.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Aplicativo Tubby é mais uma trollagem da internet

No dia do lançamento do app, farsa é exposta em vídeo e na página do serviço na Google Play



Nesta altura do campeonato, você já deve saber do que se trata o aplicativo Tubby: ele seria uma versão do Lulu para homens, com as mesmas formas de avaliação e com hashtags bastante pesadas. Antes do lançamento, o serviço até foi proibido pela Justiça de ser disponibilizado na Google Play, na App Store e no Facebook. Hoje (6) é o dia do grande lançamento da ferramenta – e a possível data em que será revelado que tudo isso é apenas uma farsa.

São várias as pistas que indicam que o Tubby é apenas mais uma trollagem da internet, incluindo postagens no perfil do Twitter do site Não Salvo. Mais informações devem ser liberadas no decorrer do dia, mas já é possível conferir a falta de veracidade do app.

O principal argumento é o vídeo abaixo, um "clipe institucional" do Tubby que conta até com um suposto investidor sul-coreano. Só por ser profissional demais já é possível desconfiar, mas a farsa só é revelada se você ativar as legendas do YouTube, que se sobrepõem às embutidas no clipe e revelam o verdadeiro conteúdo da mensagem. O executivo é, na verdade, o ator Pyong Lee.

Reprodução
No final da mensagem, consta que o clipe é uma parceria entre o canal de humor de Lee no YouTube, o cuboX, o site Não Salvo (note que o idealizador do site, Maurício Cid, aparece aos 1:30 entregando inocentemente um papel para um colega) e os dois supostos criadores do app, Rafael Fidelis e Guilherme Salles, que chegaram até a dar entrevistas em alguns veículos de comunicação. O site oficial do Tubby agora redireciona o usuário diretamente para o vídeo, que afirma que nenhuma linha de código foi escrita ou e que um app desse porte não poderia ficar pronto em tão pouco tempo.
Mais que uma "zoeira sem limites"

Os idealizadores do projeto devem estar orgulhosos: o app falso não só foi proibido pela Justiça como gerou muitas discussões por aí, seja em sites de todos os tipos ou mesas de bar formadas por homens e mulheres.

Na legenda oculta, há a mensagem de que a brincadeira pode até ter existido mais pela "trollagem", mas se trata também de uma lição moral valiosa para quem acha correto e divertido julgar as mulheres de um jeito tão vulgar a partir de uma ferramenta anônima, além de acreditar em qualquer coisa que surge na rede.

Justiça proíbe lançamento do Tubby

Reprodução
O aplicativo Tubby, anunciado como "vingança" dos homens que foram avaliados pelas mulheres no Lulu, não poderá ser lançado no Brasil, graças a uma decisão da 15ª Vara Criminal de Belo Horizonte proferida na noite de feira, 4.

A estreia do app estava prevista para ontem mas foi adiada para sexta-feira, 6, por causa da alta demanda. Agora a Justiça proibiu que os desenvolvedores, o Facebook (que forneceria dados das mulheres), o Google ou a Apple (por meio de suas lojas) coloquem o serviço no ar. Caso descumpram a medida, terão de pagar multa diária de R$ 10 mil.

A decisão, noticiada pelo G1, atende a um pedido de medida cautelar feito pelos coletivos Frente de Mulheres das Brigadas Populares de Minas Gerais, Margarida Alves, Movimento Graal no Brasil, Marcha Mundial das Mulheres, Movimento Mulheres em Luta, Marcha das Vadias e Coletivo Mineiro Popular Anarquista (Compa).

O pedido se baseava na Lei Maria da Penha (11.340/06) sob justificativa de que o aplicativo incentivaria a violência contra a mulher - na imagem de divulgação, por exemplo, é mostrada a hashtag #CurteTapas, uma das que provavelmente seriam adotadas para avaliar as mulheres.

O juiz Rinaldo Kennedy Silva, titular da Vara Especializada de Crimes Contra a Mulher de BH, considerou que há “plausibilidade jurídica na tese”, no pedido, ”uma vez que a requerente pretende a defesa dos interesses difusos das mulheres”. “Há também fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação, uma vez que depois de ofendida a honra de uma mulher por intermédio do mencionado aplicativo, não haverá como repará-la”, escreveu ele.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Samsung vai pagar US$ 290 milhões à Apple

A empresa foi multada por danos causados por violação de patente
Dado Ruvic/Reuters
A Justiça dos EUA determinou nesta quinta-feira que a Samsung pague US$ 290 milhões à Apple por danos causados por violação de patente. As multas impostas à gigante coreana por acusações da empresa de Steve Jobs já somam cerca de US$ 930 milhões.

A Samsung não disponibilizou um porta-voz para comentar a decisão. A porta-voz da Apple, Kristin Huguet, comemorou a determinação da Justiça.

"Esse caso sempre foi maior do que patentes e dinheiro. Sempre foi sobre inovação e o trabalho duro que demanda a invenção de produtos que as pessoas amam. Embora seja impossível determinar um preço para esses valores, nós agradecemos ao júri por ter mostrado à Samsung que a cópia tem um preço", disse.

O veredicto foi anunciado três dias após uma corte federal dar à Apple uma nova chance para apresentar seu caso, que tenta barrar a venda de 26 dispositivos que, de acordo com o júri, violam as patentes mantidas pela gigante de tecnologia.

A Samsung não vende mais a maioria dos aparelhos, mas a Apple argumenta que uma determinação oficial permitiria que a empresa barrasse novas violações na criação de outros produtos.

As duas empresas se enfrentam há dois anos em tribunais do mundo inteiro em uma série processos sobre patentes. Em março, a juíza Lucy Koh havia revertido uma decisão judicial que impunha à Samsung o pagamento de penas pela suposta cópia de características de treze produtos.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Apple vence Gradiente e ganha direito à marca iPhone

A justiça do Rio de Janeiro dá vitória à Apple e decide que a Gradiente não tem mais exclusividade sobre a marca iPhone no país

Smartphone Iphone C600, da Gradiente
Divulgação
A Gradiente acaba de sofrer uma derrota em sua disputa contra a Apple pela propriedade da marca iPhone no Brasil. A justiça do Rio de Janeiro decidiu que a IGB Eletrônica, que vende os produtos Gradiente, não tem mais exclusividade sobre a marca iPhone no país. A empressa brasileira diz que vai recorrer.

A decisão do juiz Eduardo Fernandes, da 25ª Vara Federal do Rio de Janeiro, reverte uma determinação anterior do Instituto Nacional de Propriedade Industrial, o INPI. Ela dava, à IGB, a propriedade da marca iPhone. A Gradiente havia solicitado seu registro em 2000, sete anos antes do lançamento do iPhone da Apple.

Mas a lentidão do INPI fez com que o registro da marca só fosse concedido à Gradiente em 2008. A Apple fez o pedido para uso no Brasil em 2007, quando a Gradiente enfrentava problemas financeiros e ainda não havia lançado nenhum produto com esse nome.

Quando faltava pouco mais de um mês para que o prazo de cinco anos dos direitos do nome, ainda sem uso, expirasse, a Gradiente lançou seu smartphone "Iphone", com sistema operacional Android, e garantiu a exclusividade. A Apple seguiu brigando na justiça.

Em sua decisão, o juiz Eduardo Fernandes parece dar razão aos argumentos da Apple. Ele alega que a marca iPhone ganhou visibilidade por causa do sucesso do aparelho da Apple. Antes disso, na forma como foi concebida pela Gradiente, era uma aglutinação de “internet” e “phone” sem reconhecimento no mercado.

Fernandes também sugere que o INPI errou ao não considerar a realidade do mercado quando finalmente concedeu a propriedade da marca à IGB. “O deferimento do registro à empresa Ré (Gradiente) tinha de ter observado a existência de concorrente no mercado, a inexistência do produto desta e, por fim, a evolução do ‘mercado’ do IPHONE”, diz o texto.

A decisão judicial é de primeira instância. Consultada por EXAME.com, a Gradiente respondeu, por meio de sua assessoria de imprensa, que vai recorrer. A resposta enviada a nós diz:

"A empresa lembra que recente pronunciamento do INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) no processo reforça a posição e os argumentos da Gradiente. Além disso, o processo da IGB Eletrônica contra a Apple que corre na Justiça em São Paulo ainda não foi julgado."

Para quem tem alguma atração por textos jurídicos, segue a íntegra da decisão judicial (compartilhada na web pelo GizmodoBR):



(texto atualizado às 14h com a resposta da Gradiente)

Matéria publicada em http://exame.abril.com.br/tecnologia/iphone/noticias/apple-vence-gradiente-e-ganha-direito-a-marca-iphone