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quinta-feira, 3 de julho de 2014

Android L traz grande economia de bateria para smartphones

Testes indicam que a otimização da carga chega a atingir 126 minutos, ou seja, duas horas e seis minutos a mais em relação ao Android 4.4.4 KitKat

Divulgação
Novo sistema móvel do Google para desenvolvedores, o Android L traz uma grande economia de bateria para smartphones e tablets.

Testes realizados pelo Ars Technica indicam que a otimização da carga chega a atingir a marca de 126 minutos, ou seja, duas horas e seis minutos a mais em relação ao sistema Android 4.4.4 KitKat.

Os testes foram realizados em um smartphone Nexus 5, com navegação intensa na internet (o modo de economia que reduz o brilho da tela quando a carga atinge 15% foi desabilitado).

Entretanto, é importante lembrar que essa edição do Android L ainda é uma prévia para desenvolvedores. A versão final deve ser lançada pelo Google ainda neste ano.

A economia de bateria do Android L é o resultado do Project Volta. O nome é uma clara referência, e talvez homenagem, a Alessandro Volta, um físico italiano que inventou a pilha elétrica no século XVIII.

Com um novo software de análise de consumo de energia, o "Battery Historian", a empresa conseguiu enxergar com mais clareza o que estava drenando a bateria. O resultado disso repercutiu em diversas áreas do sistema.

Outra medida desse projeto do Google foi alterar o modo de gerenciamento Dalvik para o ART, que, apesar de estar presente já como uma opção de desenvolvedor do Android KitKat, passa a ser padrão na edição L.

Essa máquina virtual permite que o smartphone seja mais ágil, em termos de desempenho, e economize bateria. O que ela faz é o trabalho de compilação de processos que podem ser rodados de uma vez só, não onerando o processador desnecessariamente.

O que o sistema faz para economizar bateria é organizar os processos de forma diferente, evitando que o processador seja acionado para tarefas individuais que não têm urgência de execução. Esse é o caso de atividades como limpeza de dados e upload de logs.

Apesar da otimização energética ser significativa, ela pode estar ainda melhor na edição final do sistema.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Brasil investiu R$ 135 bilhões em TI em 2013, diz estudo

Reprodução
A indústria brasileira de TI movimentou US$ 61,6 bilhões (R$ 135 bilhões) em 2013, alta de 15% em relação ao ano anterior, e se posiciona como a sétima maior no mundo. Os dados constam de pesquisa divulgada nesta sexta-feira pela consultoria IDC, encomendada pela Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES). 

Se considerados apenas os investimentos em Software e Serviços de TI, a maior fatia do bolo, o segmento somou US$ 25,1 bilhões (R$ 55,4 bi) no ano passado, representando crescimento de 10,1% sobre 2012.

O estudo apresenta também a concentração regional dos investimentos em TI no país. Analisando apenas o segmento de software, a região sudeste reuniu o maior volume de recursos em 2013, com 64,6% de participação. O Norte do país foi o que menos investiu no setor, com o percentual de 2,2%; o Nordeste registrou 8,6%; o Sul 13,4% e Centro-Oeste 11,03%.

No setor de serviços, o sudeste do Brasil foi também a região com o maior volume de investimentos, com participação de 63,1%, seguido da região Centro-Oeste (13,7%), Sul (12,4%), Nordeste (8,5%) e Norte (2,1%).

De acordo com a pesquisa, o mercado brasileiro de software e serviços é liderado por micro e pequenas empresas, com participação de 43,9% e 49,6%, respectivamente. Os negócios de médio porte têm representação de 5,2% e as grandes apenas 1,3%.

Software por segmentação
Em 2013, o segmento de aplicativos manteve a liderança com participação de 43,5% dos softwares desenvolvidos. Ambientes de desenvolvimento representaram 31,5%, infraestrutura 23,1% e software para exportação, apenas 1,9%.

“O alto índice do segmento de aplicativos está atrelado à terceira plataforma que prevê a multiplicação da disponibilidade de aplicativos para atender ao crescimento de dispositivos móveis no país. Esses novos dispositivos são consumidores vorazes de aplicativos, o que abre uma grande oportunidade aos desenvolvedores de software”, comenta Jorge Sukarie, analista da IDC.

TI pelo mundo

Em 2013, foram investidos, mundialmente, US$ 2,05 trilhões em TI. Os Estados Unidos mantiveram a liderança, com US$ 659 bilhões investidos. Comparando apenas os investimentos entre os países da América Latina, o Brasil foi o que mais apostou no mercado de TI, representando 47,4% de todo o montante aplicado em TI da região.

Tendências 

Para Sukarie, as tendências no setor apontam para o crescimento nos investimentos em cloud compunting e em Big Data, com direcionamento à qualificação profissional. Segundo o estudo, 40% das empresas vão apostar em 2014 em dispositivos pessoais, os denominados BYOD (sigla em inglês para bring your own device), como estratégia integral de mobilidade.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Governo britânico vai usar software livre para economizar custos

@Doug88888
O poder executivo do Reino Unido estimulará o uso de softwares livres em vez de produtos com copyright, como o pacote Office da Microsoft, para economizar gastos, disse nesta quarta-feira o secretário de estado do governo britânico, Francis Maude.

Em uma discurso durante um evento sobre novos serviços digitais, Maude disse que o governo estuda abandonar os caros programas produzidos por empresas como Microsoft, muito frequentes nos ambientes de trabalho.

Desde 2010, o setor público britânico 200 milhões de libras (R$ 808 milhões) no pagamento de licença de produtos do pacote Office.

Segundo o político, responsável pela reforma da administração pública britânica, poderiam ser cortados anualmente uma proporção significativa desse valor somente com a mudança para programas de software de código aberto como OpenOffice e Google Docs.

Diversificando o uso de software nos escritórios do governo "ajudaremos a romper o oligopólio dos fornecedores e a melhorar as comunicações entre os funcionários", justificou.

Essa proposta faz parte do propósito da coalizão de conservadores e liberal-democratas para tornar a gestão mais eficiente.

"O software que utilizamos no governo é produzido por poucas companhias. Um pequeno oligopólio domina o mercado", afirmou Maude.

O secretário de Estado quer que "se utilize um maior leque de softwares, de modo que os funcionários tenham acesso a informação que precisam e possam fazer seu trabalho sem ter de comprar uma marca de software em particular".

Esta medida, explicou, "ajudará os departamentos a fazer algo tão simples como compartilhar documentos de maneira mais simples e facilitará os cidadãos a acessarem e compartilharem informação do governo".

O executivo também estimulará a entrada de pequenas e médias empresas nas contratações do setor público, acrescentou.

Maude promoveu a criação do chamado Cloudstore, uma loja virtual de softwares para que prefeituras e outros organismos públicos possam comprá-los.

Desde a chegada ao poder do Executivo de David Cameron, a proporção de pequenas e médias empresas nos contratos do governo aumentou de 6% para 10%, disse.

"Agora sabemos que as melhores tecnologias e as melhores ideias digitais partem com frequência de pequenos negócios, que no passado eram com frequência excluídos da rotina de trabalho do governo", observou.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Black Friday deve gerar R$ 390 milhões para o e-commerce no Brasil

Reprodução
Está chegando novamente a Black Friday, evento anual que já virou tradição no calendário do e-commerce brasileiro. Apesar de todas as reclamações, o evento, que promete grandes descontos em várias categorias de produtos novamente deve ser um sucesso, como estima a E-bit, especializada nas informações do setor.

A expectativa da companhia é que a data, marcada para 29 de novembro, deverá gerar R$ 390 milhões para o comércio digital, o que é cerca de 60% a mais do que o ano anterior, quando o valor alcançado foi de R$ 243, 8 milhões.

A previsão é que durante o evento sejam feitos cerca de um milhão de pedidos pela internet e o valor médio das compras seja de R$ 390. As categorias com valores mais caros, como informática, eletrônicos e eletrodomésticos devem ser as mais vendidas, mas moda e acessórios e telefonia também devem ser bastante procurados.

Pedro Guasti, diretor geral da E-bit, lembra que é necessário ter cautela e verificar se a loja é idônea antes de realizar qualquer compra apressada durante a Black Friday, além de verificar as condições de compra e entrega.

Vale lembrar que, nos últimos anos, a Black Friday tem sido fonte de inúmeras reclamações de consumidores. Entre as mais comuns estão os descontos falsos, no qual a loja infla o preço dos produtos antes do evento para oferecer uma redução durante no dia marcado, o que resultou na popularização de expressões como "tudo pela metade do dobro" e "Black Fraude".

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Pligg substitui telefone fixo e promete economia

Startup brasileira cria produto simples e barato que assume o lugar do telefone fixo e permite economizar na conta

Pligg, adaptador para telefonia via internet
Divulgação
Uma startup gaúcha vem fazendo sucesso com uma solução inovadora para substituir o telefone fixo. Chamado Pligg, o produto combina preço baixo com facilidade de uso. Lançado no início do ano, ele já tem 10 mil usuários, muitos deles em cidades menores, onde outras opções são caras ou inexistentes.

Tecnicamente, o Pligg é similar a outros serviços de VoIP, a telefonia via internet. A inovação está na forma como ele é empacotado e vendido. O produto inclui tanto o serviço como o adaptador para ligação de um telefone comum a um computador (via porta USB).

Ele foi concebido para que o próprio usuário faça a instalação. O pacote custa 119 reais e já inclui 6 meses de ligações ilimitadas para telefones fixos no Brasil e para qualquer número nos Estados Unidos. Depois, o usuário passa a pagar 14,99 reais por mês.

Ligações para celulares brasileiros e para outros países dependem da compra de créditos pré-pagos. Quando faz a ativação do Pligg, o usuário passa a ter um número para receber chamadas.

Para isso, o computador precisa, é claro, ficar ligado e conectado à internet. A Pligg tem um projeto de outro adaptador, que vai se conectar diretamente à rede local de dados, dispensando o computador. Vai ser mais caro que o modelo atual. Por isso, seu lançamento ainda deve demorar um pouco.

Naturalmente, quem tem um smartphone conta com outras opções para fazer ligações baratas ou gratuitas de longa distância, como Skype, Viber e, no caso do iPhone, FaceTime. Paulo Logemann Saraiva, fundador e CEO da Pligg, vê quatro tipos de público para seu serviço.

O primeiro são residências da classe C, que são 60% da clientela. “Meu maior concorrente, nesse segmento, é a NET, mas eles cobram 39,90 por mês pelo NET Fone. E muitos dos nossos clientes estão em cidades do interior aonde a NET não chega”, disse ele a EXAME.com.

O segundo público-alvo são as pequenas empresas como farmácias, pizzarias e lojas. O terceiro são brasileiros que moram no exterior ou viajam muito. “Na semana que vem, vamos começar a vender o Pligg nos free shops dos aeroportos”, diz Saraiva.

Por fim, ele enxerga, como potenciais clientes, 4 milhões de residências na zona rural e em cidades com menos de 20 mil habitantes que não têm telefone. Para as grandes operadoras, esse é um nicho do mercado. Para a Pligg, é um público enorme.

“O serviço exige apenas 28 Kbps de banda. Temos um cliente que é cacique de uma aldeia indígena na Bahia. A aldeia tem acesso à internet via rádio, mas não tem telefone. Então, ele usa o Pligg”, conta Saraiva.

A inspiração para a criação do Pligg veio do magicJack, produto similar que já teve mais de 10 milhões de unidades vendidas nos Estados Unidos. Saraiva conta que levou dois anos para implantar o negócio. Ele tem como sócio investidor João Cox, que já foi presidente da Claro.

“Passei três meses na China e cheguei a falar com 50 fabricantes até encontrar um que pudesse produzir o Pligg. Tivemos a consultoria de uma empresa do Leste Europeu”, diz. Uma das etapas mais demoradas foi obter licenças da Anatel para o adaptador e os serviços de telecom.

Isso levou cerca de um ano. A Pligg também investiu no design do aparelho. “O magicJack tem aparência um pouco tosca. Queríamos algo mais atraente. E até ganhamos um prêmio de design com o Pligg”, diz Saraiva.

Com sede em Porto Alegre, a Pligg tem apenas dez funcionários. “Call center, fabricação, logística -- é tudo terceirizado. O que fazemos é gerenciar as relações com fornecedores. Podemos aumentar nossa base de clientes de 10 mil para 100 mil com os mesmos dez funcionários”, afirma Saraiva.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Smartphone de US$ 174 pode valer US$ 12 mil para usuário

De acordo com pesquisa, o tempo economizado por uma pessoa na realização de tarefas via apps aumenta o valor agregado do seu smartphone

Smartphone

O tempo que uma pessoa economiza resolvendo tarefas diárias através do seu smartphone faz com que o dispositivo, que custa em média 174 dólares nos Estados Unidos, possa valer até 12 mil dólares. A constatação foi revelada em uma pesquisa da ClickSoftware, empresa de soluções em gestão.

A pesquisa foi feita com 2.120 adultos nos EUA, dos quais quase mil se declararam donos de smartphones e calculou o valor agregado que estes dispositivos adquirem de acordo com o uso que é feito deles.
E o fator que mais impacta no aumento deste valor é o uso de apps que podem ajudar uma pessoa a economizar tempo em seu dia a dia.
Para que se tenha uma ideia, em linhas gerais, ao aproveitar os apps é possível que se economize até 88 minutos por dia ou o equivalente a 22 dias de folga por ano.
“É evidente que os portadores de smartphones carregam um item de grande valor, muito mais valioso que o preço pago na aquisição do dispositivo”, disse Gil Bouhnick, vice-presidente da empresa.
Em termos de horas economizadas, explicou o executivo, o uso de apps na realização de tarefas pode equivaler a mais de 500 horas. Segundo os cálculos da ClickSoftware, a média de salário anual recebida por um americano é de 45.790 dólares, ou 22 dólares por hora de trabalho. Ao economizar 533 horas todos os anos com a realização tarefas via apps, uma pessoa pode acumular 12 mil dólares em doze meses.
Apps
De acordo com os entrevistados, os apps que mais auxiliam neste processo de otimização de tempo são os de e-mail. 50% dos proprietários de smartphones listaram o app como um dos três mais usados e com ele economizam até 39 minutos por dia.
O segundo tipo de app mais mencionado são os de troca de mensagens e produção de texto. Citados por 42% dos donos de dispositivos, tais apps rendem uma economia de 27 minutos.
As redes sociais também não ficaram de fora. Facebook e Twitter, por exemplo, constam entre os apps mais usados de 39% dos donos de smartphones e podem ajudar uma pessoa a economizar 22 minutos por dia.
Mas, apesar de enxergarem seus smartphones como poderosas ferramentas de produtividade, 82% dos entrevistados revelaram, em contrapartida, que não acreditam estar explorando todas as possibilidades oferecidas por seus dispositivos.
Uso pessoal X uso profissional
Outra constatação feita pela pesquisa diz respeito ao tipo de uso que os entrevistados empregados fazem dos apps instalados em seus smartphones. Entre os de e-mail, por exemplo, 21% das pessoas disseram que o uso que fazem destas ferramentas tem foco profissional. Curiosamente, outro tipo de app que recebeu descrições similares foram os que oferecem serviços de GPS.