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terça-feira, 27 de maio de 2014

Hackers sequestram iPhones e pedem fiança de até 100 dólares

Na Austrália, hackers estão sequestrando iPhones, iPads e Macs para cobrar resgates que podem chegar a 100 dólares

Justin Sullivan/ Getty Images
Hackers estão sequestrando iPhones, iPad e outros dispositivos fabricados pela Apple na Austrália. Em troca do controle dos gadgets, eles têm pedido quantias que podem chegar 100 dólares.

Segundo as vítimas dos sequestros, uma mensagem informando que seu smartphone, tablet ou computador havia sido hackeado foi enviada a seus dispositivos.

Junto do recado, vinha a cobrança de um resgate que deveria ser pago por meio do PayPal.

"Meu telefone e meu iPad foram hackeados durante a noite, uma mensagem na tela diz 'seu dispositivo foi hackeado por Oleg Pliss'", afirmou no Twitter a usuária Eva Goes.

Oleg Pliss

Buscas na internet mostram que Oleg Pliss é o nome de um engenheiro da Oracle e de um executivo de banco ucraniano - entre outras pessoas.

Entretanto, acredita-se que o nome tenha sido escolhido pelo hacker por ser incomum.

Procurada, a PayPal informou que não tem como rastrear o responsável pela conta que tem recebido os depósitos - nem como devolver o dinheiro às vítimas.

A Apple recomenda que os usuários reforcem a segurança de seus gadgets por meio de recursos como a adoção de senhas e a verificação de duas etapas.

Senhas

"É bem possível que isso esteja sendo causado pela exploração de senhas repetidas", afimou em entrevista ao jornal The Age, Troy Hunt, especialista na área de segurança em tecnologia.
Nos últimos meses, alguns gigantes da internet pediram a seus usuários que trocassem suas senhas por diversos motivos. Facebook, Google e eBay são alguns deles. 

Entretanto, esta é a primeira vez que um número considerável de usuários tem seus iPhones, iPads e Macs invadidos por hackers.

Matéria publicada em http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/hackers-sequestram-iphones-e-pedem-fianca-de-ate-100-dolares

quarta-feira, 21 de maio de 2014

eBay é invadido por hackers e pede que usuários mudem senhas

Ataque acessou banco de dados com informações como senhas, endereços de e-mail e endereços residenciais. Dados financeiros não foram comprometidos

Dan Kitwood/Getty Images
O site de comércio eletrônico eBay pedirá para seus usuários trocarem suas senhas. Isso acontecerá devido a um ataque virtual às bases de dados do site. O eBay tem 140 milhões de contas ativas no mundo. No ano passado, 1 milhão de brasileiros fizeram compras no site.

Nessas bases ficavam as senhas criptografadas e outras informações não relacionadas a bancos dos usuários. De acordo com o eBay, análises do sistema mostraram que o ataque não foi capaz de acessar informações sobre os cartões de crédito cadastrados no site.

Os hackers foram capazes de ter acesso às credenciais de funcionário do eBay. Foi assim que eles foram capazes de acessar áreas do banco de dados da empresa.

A base de dados, que foi comprometida entre fevereiro e março deste ano, inclui: nome dos usuários, senhas criptografadas, endereço de e-mail, endereço físico, número de telefone e data de nascimento.

De acordo com o eBay, a empresa notou que o acesso de alguns funcionários havia sido comprometido por hackers há cerca de duas semanas. Investigações de especialistas identificaram o ataque à base de dados e o eBay resolveu fazer um anúncio hoje alertando seus usuários.

Ainda segundo a empresa, nas investigações não foram detectadas compras irregulares graças ao acesso aos dados. As informações das contas de PayPal dos usuários são mantidas em servidores diferentes. Não houve qualquer acesso a essas informações.

Hoje, o eBay enviará mensagens por e-mail para seus usuários alertando sobre o ataque e sugerindo que as senhas sejam alteradas.

Brasil

O eBay entrou oficialmente no Brasil há poucas semanas. A empresa lançou uma versão do site traduzida para o português.

Segundo número do próprio eBay, em 2013, um milhão de brasileiros fizeram compras no site.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Brecha no Safari deixa senhas expostas para invasores

Pequeno arquivo em versões antigas do Safari, gerado ao salvar a última sessão de navegação, é capaz de expor senhas e nomes de usuário em “texto plano”

John G. Mabanglo/AFP
Pesquisadores do Kaspersky Lab encontraram um grande problema em versões desatualizadas do Safari. Um pequeno arquivo, gerado ao salvar a última sessão de navegação, é capaz de expor senhas e nomes de usuário em “texto plano” – tudo ficaria facilmente acessível a um eventual invasor na máquina.

O problema acontece caso o usuário utilize o recurso para restaurar a sessão. No Safari, a funcionalidade, comum a praticamente todos os navegadores de hoje, faz com que um arquivo LastSession.plist com todas as informações seja criado. Graças a ele, assim que o browser é reaberto, até mesmo as abas que estavam logadas são recarregadas.

Mas ao contrário do que acontece em outros programas do gênero, no Safari esses dados não são criptografados. No exemplo dado pela Kaspersky, ao abrir o arquivo plist, o login e a senha salvos na sessão ficam bem legíveis. E não é necessário nem usar um programa específico para visualizar as informações, já que o sistema suporta a extensão por padrão.

Para deixar tudo mais claro, “você pode imaginar o que aconteceria se um criminoso ou um programa malicioso tivesse acesso ao arquivo LastSession.plist”, diz o pesquisador da Kasperksy em um post no SecureList. Caso o usuário estivesse logado em alguma rede social ou mesmo no banco, o invasor teria pleno acesso a todos os dados.

O laboratório de segurança classifica a falha como gravíssima, e afirma já ter comunicado a Apple sobre o problema. A empresa ainda não se manifestou, mas é provável que corrija o bug em breve.

Quanto à prevenção, não há tanto com o que se preocupar. Nenhum malware que se aproveita da brecha foi identificado, e ela está presente apenas no Safari 6.0.5 (8536.30.1) do OS X 10.8.5 e no Safari 6.0.5 (7536.30.1) do OS X 10.7.5. Assim, quem está com a última versão do navegador ou do sistema operacional ainda não precisa se preocupar.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Site da Apple para desenvolvedores segue fechado após ataque

Intrusão marcou um ataque raro na rede da empresa e vem num momento em que os desenvolvedores de terceiros testam seus aplicativos no iOS 7

Peter Parks/AFP                                           
Símbolo da Apple em loja de Xangai

O principal site da Apple para desenvolvedores permanece fechado após intrusos tentarem roubar informações confidenciais na semana passada, obrigando a fabricante do iPhone a revisar seu banco de dados e software de servidor para evitar futuras violações.
A intrusão da última quinta-feira marcou um ataque cibernético raro na rede da empresa dos EUA e vem num momento em que os desenvolvedores de terceiros estão testando seus aplicativos no iOS 7 da Apple - a plataforma de smartphone e tablet que será lançada no outono do hemisfério norte.
O site de desenvolvedores da Apple também abriga informações financeiras confidenciais, que são criptografadas.
A Apple disse no domingo que nenhuma informação de clientes tinha sido comprometida, mas foi incapaz de excluir a possibilidade de que os nomes de alguns desenvolvedores, endereços de correio e endereços de e-mail possam ter sido acessados.
Um porta-voz da Apple disse que o site violado não era associado a nenhuma informação de clientes.
Não ficou claro o quanto, se for o caso, os dados foram comprometidos ou quem eram os atacantes. A Apple não quis comentar sobre a identidade dos invasores.