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quarta-feira, 9 de abril de 2014

Google Glass ajuda a salvar vida de homem com hemorragia

Hospital em Boston adota Google Glass na ala de emergência após gadget ter ajudado médico a salvar paciente com hemorragia no cérebro em cirurgia
Reprodução
A partir desta semana, todos os médicos da emergência do Beth Israel Deaconess Medical Center passarão a contar com o Google Glass. A decisão do hospital de Boston foi tomada após o gadget ter ajudado a salvar a vida de um paciente.

O episódio aconteceu durante uma cirurgia realizada em janeiro. Na ocasião, o médico Steven Horng operava uma pessoa com hemorragia no cérebro.

Graças ao Glass, ele pôde saber que o paciente tinha alergia a medicamentos contra hipertensão sem precisar consultar tablets ou computadores. A informação foi essencial para o sucesso do procedimento.

"Nós acreditamos que a possibilidade de acessar e confirmar informação clínica à beira do leito é um dos aspectos mais importantes do Google Glass", afirmou em texto sobre o assunto John Halamka, professor da Harvard Medical School ligado ao Beth Israel Deaconess Medical Center.

Glass para médicos

No caso em questão, a versão do Google Glass usada não é a mesma distribuída pelo Google aos desenvolvedores. O gadget foi modificado para atender melhor às demandas dos médicos pela Wearable Intelligence, uma companhia da área de computação vestível.

Os óculos inteligentes ganharam uma versão reformulada do sistema operacional Android. Entre outras alterações, ela restringe o acesso a redes sociais e conta com suporte para que o dispositivo reconheça mais termos médicos por meio de sua função de comandos de voz.

No começo do ano, Google Glass já havia sido usado para fazer outra cirurgia, também nos EUA. Este vídeo da Wearable Intelligence simula possíveis usos do gadget em ambientes hospitalares (está em inglês):


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Robô vai guiar cirurgias de câncer no SUS São Paulo

William Pereira
Pela primeira vez, um robô vai ser usado em cirurgias de pacientes do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), unidade ligada à Secretaria de Estado da Saúde. A expectativa é que a máquina ajude a beneficiar 1.070 pessoas nos próximos três anos e, futuramente, possa ser utilizada em larga escala.

Sentados à frente de um console, os cirurgiões acionam os comandos do robô e têm visão tridimensional com profundidade que permite maior precisão das intervenções em relação às cirurgias convencionais. 

As cirurgias com o robô, importado dos Estados unidos, irão acontecer em cinco diferentes especialidades oncológicas: urologia, ginecologia, cabeça e pescoço, aparelho digestivo e cirurgias do tórax.

Além de permitir cirurgias menos invasivas, espera-se que o novo equipamento reduza a dor nos pacientes e encurte tempo de internação no hospital o que, consequentemente, levará a maior rotatividade dos leitos.

“A oportunidade de termos uma cirurgia robótica no SUS, mesmo que como pesquisa, inicialmente, demonstra um grande avanço na saúde, além de termos a chance de tratar os pacientes com câncer com uma efetividade ainda maior”, avalia Paulo Hoff, diretor Geral do ICESP.

Três cirurgias já foram realizadas pelo Icesp com o novo robô, para retirada de tumores malignos da próstata. A Secretaria de Estado da Saúde investiu R$ 2 milhões no custeio das operações que foram financiadas pelo Ministério da Saúde.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Óculos especiais para médicos permitem ver por baixo da pele

Divulgação
Um novo gadget desenvolvido pela empresa americana Evena Medical pode solucionar o velho problema da enfermeira que não encontra a veia na hora do exame de sangue. A proposta do Eyes-On Glasses é permitir ao usuário ver claramente os vasos sanguíneos do paciente através da sua pele antes de dar a agulhada. 

O óculos de raio-X da Evena não se aplica apenas a esta situação, mas é uma daquelas que serão resolvidas com o produto. A tecnologia é similar a outros produtos da empresa, que, no entanto, são grandes demais e pouco práticas. O Eyes-On Glasses permitiriam uma utilização mais simples e eficaz, de forma bastante parecida com o Google Glass.

"Estudos mostram que 40% das injeções intravenosas requerem múltiplas tentativas para localizar e acessar a veia. Isso desperdiça o tempo dos profissionais, atrasa a terapia e causa desconforto e instaisfação do paciente", explica Frank Balll, presidente e CEO da Evena Medical. Ele aponta que o produto poderia ser usado até mesmo em ambientes clínicos complicados, como neonatal pediátrico.

A tecnologia empregada nos óculos de raio-X é da Epson. Com isso, o gadget coleta imagens em três dimensões. Ele pode diferenciar frequências de infravermelho, que identificam a quantidade de oxigênio do sangue para identificar a veia.

O produto funciona como um óculos de realidade aumentada, que sobrepõe a imagem gerada pelos óculos com a realidade. Ele possibilita o armazenamento de fotos capturadas no procedimento e as imagens podem ser enviadas para uma equipe médica via Wi-Fi ou Bluetooth.

A expectativa é que ele seja lançado já no primeiro trimestre de 2014. Confira o vídeo que mostra como ele funciona logo abaixo:

sábado, 16 de novembro de 2013

Médico brasileiro realiza cirurgia com apoio do Google Glass

Reprodução
Muitas pessoas já aproveitaram os primeiros exemplares do Google Glass para fazer coisas interessantíssimas, inclusive na medicina. Entretanto, pela primeira vez, um médico brasileiro usou o gadget para realizar uma cirurgia.

O feito aconteceu em Salto, no interior de São Paulo, quanto o cirurgião Miguel Pedroso utilizou os óculos inteligentes para consultar especialista por meio do chat e conferiu orientações técnicas sobre o procedimento se valendo dos comandos de voz do dispositivo

A cirurgia, realizada no dia 28 de outubro, era uma operação por videolaparoscopia, quando a câmera é inserida no corpo do paciente, de uma colectomia direita, para remover parte do intestino grosso de um paciente com câncer. A técnica é considerada pouco invasiva e mais segura, e Pedroso tenta disseminá-la em um curso privado. Ele viu no Glass uma oportunidade de democratização da técnica.

"Na tela dos óculos ele pode rever como é a dissecação de uma veia específica, mostrar o procedimento ao preceptor e conversar com ele em tempo real, tudo sob comando de voz", explica o cirurgião. 

Durante seus testes, ele pode ter uma noção de como um aprendiz poderia se valer das funcionalidades do Glass. Ele conseguiu acessar vídeos do curso pelo YouTube e usar o Hangouts para conversar com outro médico à distância. Segundo Pedroso, outros procedimentos também poderão se valer do Glass.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Homem biônico é apresentado em museu de Washington

Robô com rosto humano foi fabricado pela empresa londrina Shadow Robot para demonstrar avanços da medicina

Engenheiro faz pequenos ajustes no robô "The Incredible Bionic Man" no Museu Nacional Aeroespacial Smithsonian, em Washington
Joshua Roberts/Reuters
Um inovador "homem biônico" que fala e anda, construído inteiramente com partes corporais sintéticas, foi apresentado na quinta-feira no Museu Nacional Aeroespacial Smithsonian, em Washington.

O robô com rosto humano foi fabricado pela empresa londrina Shadow Robot Co. para demonstrar avanços da medicina na criação de partes de corpos e órgãos sintéticos.

"Isto não é um golpe de propaganda. É um desenvolvimento científico real", disse o diretor do museu, John Dailey.

Com 1,83 m de altura de 77 quilos de peso, o robô é o protagonista de um documentário de uma hora produzido pelo Smithsonian Channel, chamado "The Incredible Bionic Man" ("o incrível homem biônico"), que vai ao ar no domingo.

A ideia do "homem biônico" inspirou a ficção científica na década de 1970, quando a série de TV "O Homem de Seis Milhões de Dólares" mostrava as aventuras de um personagem chamado Steve Austin, um ex-astronauta que havia tido o corpo reconstruído com partes sintéticas após quase morrer.

O robô exposto no museu custou 1 milhão de dólares e foi feito com 28 partes artificiais emprestadas por empresas biomédicas inovadoras. Isso inclui um pâncreas, pulmões, baço e sistema circulatório. Muitos dos componentes ainda são protótipos em estágio inicial.

"A ideia do projeto é juntar todas as partes sobressalentes que já existem hoje para o corpo humano hoje - uma peça. Se você fizesse isso, como ficaria?", disse Bertolt Meyer, psicólogo social da Universidade de Zurique e apresentador do documentário.

O robô foi construído à imagem e semelhança do próprio Meyer, que nasceu sem uma mão e usa um membro mecânico. Ele demonstrou o homem biônico fazendo-o dar alguns passos desajeitados e colocando seu sangue artificial para correr no sistema circulatório transparente.

"Ele meio que parece real. É meio esquisito" comentou o turista Paul Arcand, que visitava o museu com a esposa.

O rosto do robô não tem expressão, e ele praticamente não tem pele. O homem biônico é controlado remotamente por computador, e conexões sem fio Bluetooth foram usadas para operar seus membros.

A criação tem uma inteligência artificial limitada a um programa "conversador", semelhante ao assistente Siri do iPhone, segundo Robert Warburton, engenheiro de design da Shadow Robot.

"As pessoas que o fizeram decidiram programá-lo com a personalidade de um menino de 13 anos da Ucrânia", contou ele. "Então, não é realmente a mais educada das pessoas para se conversar." A montagem começou em agosto de 2012 e levou três meses.

O robô já havia feito uma aparição na semana passada na convenção de cultura pop Comic Con, em Nova York, e ficará exposto no museu de Washington até dezembro.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Homem controla perna biônica só com o cérebro

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Andrew A. Nelles for The Wall Street Journal

Num avanço que pode, futuramente, melhorar a mobilidade de milhares de pessoas amputadas, cientistas anunciaram que um homem de 32 anos conseguiu controlar os movimentos de uma perna artificial motorizada usando apenas seus pensamentos.

Ajudado por sensores que recebem impulsos dos nervos e músculos que antes levavam os sinais cerebrais para o joelho e o tornozelo, agora amputados, o paciente conseguiu subir e descer escadas e rampas, de uma forma bem parecida com a que fazia com a perna natural, seguindo as instruções vindas do cérebro. Um ponto importante: ele conseguiu flexionar o tornozelo da perna artificial, permitindo-lhe um andar quase normal, algo que não é possível com as próteses atuais.

"É [uma mudança da] água para o vinho" entre a perna biônica experimental e a prótese mecânica que ele usa todos os dias, disse Zac Vawter, engenheiro de software de Yelm, no Estado americano de Washington, que perdeu a perna direita num acidente de moto há quatro anos. "Para subir uma escada com a minha prótese normal, a minha perna boa tem que subir primeiro cada degrau", acrescentou. "Com esta, posso subir e descer colocando um pé depois do outro."

Os pesquisadores disseram que Vawter é a primeira pessoa a conseguir controlar uma prótese desse tipo apenas com seus sinais cerebrais. Os dispositivos atuais mais avançados que incluem joelho e tornozelo exigem apertar um botão de controle remoto, digamos, no início de um lance de escadas para balançar a perna e subir o degrau, disse Levi J. Hargrove, pesquisador do Centro de Medicina Biônica do Instituto de Reabilitação de Chicago.

Para Vawter, disse Hargrove, "é tudo intuitivo. Ele pode subir ou descer uma escada com passos normais".

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Programa de computador ajuda a detectar câncer de pulmão

Um novo programa de computador pode ajudar os médicos a eliminar erros durante tomografias, afirmaram cientistas

Médicos trabalham em hospital
Anne-Christine Poujoulat/AFP
Um novo programa de computador pode ajudar os médicos a eliminar erros no momento de avaliar se uma mancha detectada em uma tomografia de pulmão de um fumante é cancerosa ou não, afirmaram cientistas na quarta-feira.

O método de avaliação de risco clínico, descrito no New England Journal of Medicine, ajudou a decidir corretamente se 9 de 10 manchas eram benignas ou malignas.

Exames de tomografia computadorizada podem salvar vidas, mas são imperfeitos e também podem levar a cirurgias desnecessárias em 25% das vezes, demonstrou o estudo.

"Agora, temos evidências de que nosso modelo e calculadora de risco podem prever com precisão quais anormalidades que aparecem em uma primeira tomografia requerem um acompanhamento, como uma nova tomografia, uma biópsia ou uma cirurgia, e quais não", explicou o principal co-autor do estudo, Stephen Lam.

"São ótimas notícias para todos, de pessoas com alto risco de desenvolver câncer de pulmão a radiologistas, médicos e cirurgiões torácicos, que detectam e tratam a doença", disse Lam, professor de Medicina da Universidade da Columbia Britânica.